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A Classe Alta

Feliz em ser pobre

Finanças 68 comments
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O artigo abaixo foi publicado pelo Max Gehringer e tem sido bastante comentado nas redes sociais.

Texto original:

Mensagem muito interessante de um ouvinte da CBN na íntegra.

“Prezado Max meu nome é Sérgio, tenho 61 anos, e pertenço a uma geração azarada.

Quando eu era jovem as pessoas diziam em escutar os mais velhos, que eram mais sábios. Agora me dizem que tenho de escutar … os jovens porque são mais inteligentes.

Na semana passada, eu li numa revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi muita coisa.

Aprendi por exemplo, que se eu tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, durante os últimos 40 anos, eu teria economizado R$ 30.000,00. Se eu tivesse deixado de comer uma pizza por mês teria economizado R$ 12.000,00 e assim por diante.

Impressionado peguei um papel e comecei a fazer contas, e descobri para minha surpresa que hoje eu poderia estar milionário.

Bastava eu não ter tomado as caipirinhas que eu tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que eu comprei, e principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro, em itens supérfluos e descartáveis.

Ao concluir os cálculos percebi que hoje eu poderia ter quase R$ 500.000,00 na conta bancária. É claro que eu não tenho este dinheiro.

Mas se tivesse sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?

Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar com itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que eu quisesse e tomar cafezinhos à vontade. Por isso, acho que me sinto feliz em ser pobre.

Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer, porque hoje com 61 anos, não tenho mais o mesmo pique de jovem, nem a mesma saúde, portanto, viajar, comer pizzas e tomar cafés não fazem bem na minha idade, e roupas, hoje não vão melhorar muito o meu visual.

E recomendo aos jovens e brilhantes executivos, que façam a mesma coisa que eu fiz. Caso contrário eles chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro, mas sem ter vivido a vida”.

“Não eduque o seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz.
Assim, ele saberá o valor das coisas, não o seu preço.”

Max Gehringer


Será que é necessário ser pobre para ser feliz? Falaremos sobre a Falsa Dicotomia abaixo…

Minha opinião

Me parece que o pilar principal da retórica do ouvinte Sérgio é que INEVITAVELMENTE o dinheiro seria gasto.

No caso do Sérgio, os gastos foram distribuídos ao longo da juventude: algumas pizzas por semana, os cafés diários e as viagens e roupas caras. Assim, aos 61 anos, ele não possui nenhum patrimônio para gastar. Está quebrado financeiramente (ou, como ele mesmo diz, está “pobre e feliz”).

A falácia do argumento é que a única opção que ele traz é TER DEIXADO DE GASTAR NA JUVENTUDE… segurando a vontade dos cafezinhos, pizzas, roupas caras e viagens… para GASTAR OS QUINHENTOS MIL HOJE.

Ou seja, a estratégia de Sérgio somente tem espaço para duas possibilidades (Falsa Dicotomia):

1) gastar e ser feliz na juventude
ou
2) ser avarento na melhor época da vida e ter dinheiro só quando não tem mais serventia

Será mesmo que não é possível gastar naquilo que nos traz felicidade e também saber aumentar fontes de receita para enriquecer ao longo da vida?

A Falsa Dicotomia

Também conhecida como “falso dilema”, “pensamento preto e branco” ou “falsa bifurcação” é uma falácia lógica que descreve uma situação em que dois pontos de vista alternativos/opostos são colocados como sendo as únicas opções, quando na realidade existem outras opções que não foram consideradas.

Essa falácia é usada para defender pontos de vista em geral, ela muitas vezes é usada em uma comparação em que uma das opções é completamente descartada pelo seu proponente, restando apenas a que lhe interessa.

Diante da Falsa Dicotomia acima, é lógico que o Sérgio vai optar pela primeira opção. Já estudamos no curso A Classe Alta que um dos Quatro Cavaleiros da Pobreza é a nossa Evolução Genética e Cultural, que nos estimula ao consumo imediato.

Outros pontos de discussão

É perfeitamente possível enriquecer financeiramente E TAMBÉM viver a vida com qualidade. No nosso curso A Classe Alta falamos bastante sobre as estratégias necessárias pra isso e o pessoal tem gostado bastante dos resultados.

Mas além dessa Falsa Dicotomia de “ou enriquecer ou viver a vida” (como se não fosse possível ambos, ser rico E feliz), o texto acima permite discutirmos vários outros aspectos.

Gostaria de saber quais são suas opiniões sobre o relato do ouvinte Sérgio que compartilhamos acima, em ângulos como por exemplo:

- a Fábula de Esopo sobre a “Raposa e as uvas azedas”… e como muitos que não alcançam a independência financeira olham com desdém para quem deseja ter mais responsabilidade em finanças;
- o processo psicológico de Racionalização que o ouvinte Sérgio precisa utilizar para proteger seu ego e justificar decisões imaturas;
- a falsa crença de que aos 61 anos já não é mais possível “viver a vida”;
- o que é FELICIDADE;
- a irresponsabilidade em torrar todo o dinheiro e ficar dependendo de familiares no caso de emergências

e muitos outros pontos que certamente você tem alguma experiência pessoal para contribuir.

Qual é sua opinião?

Você concorda com a opinião do ouvinte Sérgio de 61 anos que enviou o relato acima? Deixe sua opinião usando os comentários abaixo e continuamos o papo!

Sobre Seiiti Arata

Seiiti Arata é fundador da Arata Academy e autor do curso de enriquecimento financeiro A Classe Alta. Suas melhores orientações para produtividade pessoal foram condensadas no curso Produtividade Ninja. É também autor do curso de carreira profissional Duplique Seu Salário e no treinamento em empreendedorismo EmpreDig. Suas técnicas de aprendizado estão condensadas no curso Como Aprender Mais Rápido.

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68 comentários

Fernando Responder

Bom dia! Achei muito interessante o artigo. Eu mesmo, anteriormente tinha essa CRENÇA que só pobres eram felizes, pois ricos viviam em função do dinheiro. Eu superei essa crença quando fiz o curso A Classe Alta, pois lá tive uma visão mais geral do TODO e percebi o poder das nossas crenças e como elas podem nos limitar ou nos fazer progredir.

O Sérgio está muito limitado nas opiniões dele, tem como tomar cafezinhos e ser “rico”, é só pensar um pouco mais. É aquela questão do 8 e 80, ou vou ser pobre e feliz ou rico e triste. Acho meio forçado esse pensamento.

Geralmente a melhor opção é algo intermediário! Curte a vida desde o início mas pensa também no futuro. Hoje em dia, uma pessoa de 61 anos tem muito o que viver e curtir ainda!

Ótimo artigo, parabéns!

Abraço,

Seiiti Arata Responder

Bom dia, Fernando! Excelente comentário: geralmente a opção mais madura, completa e adequada para nossa satisfação de longo prazo está nas soluções intermediárias, que são mais equilibradas.

Ver o mundo em termos de preto ou branco é muitas vezes um sinal de imaturidade. Por isso é importante a reflexão e discussões que temos no curso A Classe Alta e com todos nossos amigos de MasterMind.

Um ótimo dia pra vc e obrigado por compartilhar sua opiniao!

Elienay Fabricio

Exatamente Seiiti,
Deve haver harmonia e equilíbrio…. não imagino como envelhecer sem uma boa aposentadoria privada e uma carteira de investimentos…

Murilo Cunha Responder

Realmente esta dicotomia apresentada nao eh verdadeira! Tambre concordo com o Seiiti plenamente.
As horas de lazer, lugares, objetos, eletronicos, comidas e outros itens que nos proporcionam felicidade aos 61 anos de idade eh diferente daqueles quando temos 20 a 30 anos.
Na minha idade de 20 a 30 anos, considerava felicidade ter minha habilitacao para dirigir, ter um carro, uma namorada para jantarmos juntos etc.
Agora com quase 40 anos, minha felicidade estah ancorada em minha independencia financeira E ajudar/dar consultoria a outras pessoas que querem sair de suas dividas rumo a sua propria independencia financeira. A felicidade de minha familia (esposa, filha, pais, sogra…) etc.
Entao, para cada fase da vida temos um objetivo que nos traz felicidade, nao podemos atribuir os parametros da juventude na idade madura. Nao penso em fazer outra faculdade de maneira nenhuma, mas no passado este era um sonho ENORME!!!

Obrigado.

OBS.:
Seiiti, muito bom este texto para discussao. Gostei. Vou usar esta ideia para desenvolver o senso critico em meus “alunos”.

Seiiti Arata Responder

Oi Murilo! Este aspecto que você trouxe é também excelente!

O tempo passa e as formas como encontramos felicidade também mudam. Transferir aspectos de felicidade da juventude para a vida madura é outra falácia do relato do Sérgio do texto acima.

De fato, esse material dá sim bastante oportunidade para discutirmos e por isso é bastante valioso. Gostei muito do seu comentário – obrigado por compartilhar!

Abraço!

Nino Siqueira Responder

Bom,
Eu acho que isso é uma de muitas “Desculpinhas”. As pessoas postam esses textos em suas devidas paginas simplesmente porque tem preguiça de procurar ser rico e feliz e acabam absorvendo esses tipos de pensamentos para si sem ao menos questionar.

Seiiti Arata Responder

Oi Nino – certamente muita gente sente um “alívio” lendo o texto, não é?

Acho que o que diferencia o nosso grupo é que nós temos vontade de ir sempre um pouco além. Não é questão de dizer se “é melhor ser pobre e feliz” ou “ser rico e sofrer”… mas entender que nossas escolhas trarão resultados. E por isso é importante ter a reflexão sobre que tipo de resultado provável vamos colher com diferentes estratégias … fazendo a devida adaptação para deixar tudo alinhado com o que realmente queremos.

Nesse processo, é bem importante afastar falsas dicotomias para abrir novas possibilidades.

Abraço!

Daian Derbe Responder

Bom dia Seiiti;

Temos que respeitarmos as opniões das pessoas, buscarmos mais conhecimentos e novas possibilidades, sempre acreditei e busquei, fazendo cursos, como por exemplo A Classe Alta, que podemos viver felizes e ricos cada vez mais.

Seiiti Arata Responder

Bom dia Daian! Com certeza: é com a reflexão, boas leituras e discussões e realizando cursos que nós podemos melhorar a forma de compreendermos os processos ao nosso redor e encontrar novas possibilidades.

Quem não faz isso está fechando a mente e visão. E depois não entende porque as coisas nunca dão certo.

A ignorância limita a nossa vida de tal forma que sequer é possível entender o que estamos perdendo.

Abraços!

Mariliz Santana Responder

Bom Dia! Reflexão interessante que vai além da mensagem proposta.
Na verdade acredito que não só o Sergio, mas todas as pessoas precisam encontrar eco nas decisões que tomaram e por isso justificam de maneira convincente aos olhos alheios a decisão que tomaram.
Agora o interessante neste caso é que as justificativas e escolhas são colocadas ao extremo, ninguém sabe o que os “jovens executivos escreveram”, mas todos julgam pelos olhos do Sr. Sérgio, e de uma maneira muito confortável para mantermo-nos na acomodação da vida financeira.
Acho estranho ouvir iso, “pobre e feliz” ou “Rico e Triste”, em minha vida nunca encontrei nenhum destes, os ” pobres sempre reclamam da pobreza e do quanto precisariam de mais dinheiro”, quanto aos ricos, ah fala sério né, nunca vi o Eike Bastista com cara de tristeza, reclamando de não saber o que fazer com tanta riqueza.
Então aqui entra o poder das crenças que a maioria alimenta, e por conta destas CRENÇAS, limitam-se em suas vidas.
É só olharmos a nossa volta que o próprio universo nos dá um Show de riqueza e exuberância.
Viver como ávaro não é inteligente, agora viver sem um tostão no bolso, vendendo FALSA felicidade é para quem compre, não é meu caso.
Aos jovens que tem acesso a esta mensagem “despretensiosa” cuidado, ele não fala das noites insones preocupado com as contas que não sabia da onde iria tirar o dinheiro para pagar e com certeza neste momento, ele repensou SIM, o porque tinha gastado com tantas coisas supérflas e desnecessárias e quanto a dizer que com 61 anos o dinheiro já não tem mais serventia, desculpe, tenho uma mãe com 63 anos que esta lutando bravamente para tirar sua CNH, esta procurando novos negócios e recomeçando sua vida com um novo relacionamento afetivo depois que ficou viúva. Então quero dizer que indepente da idade a vida terá a SERVENTIA que der-mos a ela.
E Nobre Sr. Sérgio, algo em mim pode assegurar-lhe que se hoje com seus 61 anos o Sr. tivesse uma conta bancária com R$500.000,00 o senhor com CERTEZA seria muito mais FELIZ!
Um ótimo e RICO dia a todos!
Mariliz Santana

Seiiti Arata Responder

Uau!!!

Mariliz, esse foi um saudável tapa na cara para chacoalhar a realidade de quem “vende falsa felicidade”.

É verdade que viver curtindo bons momentos é importante. Isso ninguém nega.

Agora, é uma doce ilusão achar que dá para viver como fanfarrão durango a vida toda e tudo é um mar de rosas.

Já vi muitos que torravam tudo o que tinham, cantavam de galo se achando mais espertos… e daí, no primeiro momento em que apareceu alguma emergência, tiveram que ficar pianinhos e pedir dinheiro pro papai e pra mamãe, além de ficar pedindo empréstimos pra amigos, vizinhos e se afundar em dívidas bancárias.

É legal curtir a vida? Com certeza. Mas com juízo. Quem quer manter conta bancária zerada ou no vermelho geralmente traz dor de cabeça para quem está ao redor e terá que aguentar o tranco e pagar as contas que virão cedo ou tarde.

Éder Ferreira Responder

Excelente debate, Seiiti como sempre brilhante em seu comentário.

De toda sorte, não vejo a reflexão do Sérgio como totalmente equivocada. Acho interessante a crítica que ele faz pois grande parte do que vemos divulgado sobre educação financeira está focado unicamente em relação aos gastos, apontando estratégias para poupar.

Além da racionalização nos gastos, percebo a importância em aumentar a renda.

O autor fala em poupar durante 40 anos no cafezinho pra economizar R$ 30.000,00, quantia que poderia obter em muito menor tempo ao aumentar sua renda, e ainda sem precisar abrir mão da bebida que considera tão importante.

Seiiti Arata Responder

Isso mesmo, Éder! Por isso eu sempre continuo mandando os materiais bonus (tem mais chegando, ehehe) sobre diferentes formas de aumentarmos renda. Seja com empreendedorismo, com aumento de salário, com bicos que podem ser feitos para renda extra ou com os tradicionais investimentos. A negociação também ajuda demais a rapidamente ter um ganho financeiro considerável.

Esse é que tem que ser o foco principal pra muita gente. Não dá pra economizar onde o orçamento já é enxuto.

Claro que quando se passa de um certo valor, daí sim faz sentido o monitoramento, orçamentos e contenção de gastos desnecessários.

Abraço!

Talles Responder

Acho que na vida temos que equilibrar para não vovermos entre os extremos. Se tomo uma atitude de economizar e deixar que esse tipo de economia não permita um bem estar para mim em algum momento da minha vida passo a ficar do lado economizar para os outros.Por outro lado se gasto tudo com coisas não tão importantes, passo nesse momento para outro extremo.O extremo da cigarra. O equilibrio é o melhor caminho para uma vida feliz.

Felipe.NS Responder

Para min o mais relevante é o questionamento “O que é a Felicidade?”

Um questionamento que pode ajudar a entender isso: Você preferiria ser “inteligente e infeliz ou ignorante e feliz?”

Eu preferiria ser inteligente e infeliz, a felicidade é importante para min mas acho que a sociedade criou uma coisa na cabeça das pessoas que as faz ver a felicidade como o único meio de viver, o sentido obrigatório da vida.

Ana Responder

Este texto é um perigo mesmo. Principalmente porque ele ressoa muito forte com um preconceito que rola solto por aí, incentivado por uma cultura “novelesca” que só reforça esses estereótipos. Eu já tinha visto, ele já tinha me incomodado, mas não consegui articular na época o que exatamente me incomodava nele. Você conseguiu essa articulação que me faltou, Seiiti. :)
Além da falsa dicotomia que você apontou, a noção de “felicidade” do cidadão, baseada em pizzas e cafezinhos, chega a dar pena… principalmente levando em conta que ele já tem 61 anos. Já era para o moço entender um pouquinho melhor a vida…
Abraço e obrigada por trazer esse texto à discussão,
Ana

Seiiti Arata Responder

Não é verdade, Ana? Também quando li, veio um sentimento estranho. Pois é um texto bem escrito, realmente convincente na primeira vista pra muitas pessoas. E por isso tem sido tão propagado pelas redes sociais.

A parte boa é que a gente consegue discutir isso conjuntamente. Achei excelentes todos os comentários deixados aqui – isso é que torna nosso grupo especial!

E realmente… alguém que aos 61 anos mede a felicidade em pizzas e cafés provavelmente não descobriu muita coisa ainda. Cada vez mais vejo a importância do PROPÓSITO para preencher muitas vidas que, sendo vazias, querem preencher com estímulos externos (e que se esgotam rapidamente)

Fulgêncio Bomtempo Responder

Olá Seiiti,

Realmente esse é o pensamento de muita gente. Porém devemos aprender a aproveitar e consiliar os 2 lados da vida, aproveitar o dinheiro e acumular o dinheiro.

E uma visão diferente que encontrei é que é possivel fazer até as 2 coisas ao mesmo tempo. Digamos que tem um show que você gostaria muito de ir, você provavelmente gostaria de ficar no melhor lugar do show, na primeira fila. Mas você poderá aproveitar o espetáculo do mesmo modo sentando mais afastado do palco, e pagará menos por isso. Você estará aproveitando o “pior” do “melhor”. Com isso você gastará menos proporcionando o mesmo prazer, e não atrapalhando o seu objetivo de longo prazo.

O que não vejo como saida é fazer as contas e ver o que você deixou de poupar para o futuro. Devemos colocar a cabeça no lugar, os pés no chão e começar a construir nosso patrimônio hoje! O que passou é um custo de oportunidade inrreversivel, então não adianta ficar lamentando, fiquemos apenas com as boas lembranças e com os aprendizados.

Abraço,

Fulgêncio Bomtempo

Raphael Fernandes Responder

Concordo com o Éder Ferreira. Também acho que exista um grande foco no controle dos gastos, que pode ser observado em muitos materiais de educação financeira. Penso que um dos motivos desse fato seja que controlar os gastos não mexa tanto na zona de conforto das pessoas quanto gerar mais dinheiro e se tornar próspero. Dessa forma, é mais lógico escrever, e ler, materiais nessa linha, já que a maioria de nós é “assombrada” pelos Cavaleiros da Pobreza e também é preguiçosa.

É importante ressaltar que não acho que o controle de gastos seja pouco importante, mas particularmente, prefiro muito mais a abordagem de ficar cada vez mais rico. Acredito que essa segunda opção gera mais liberdade, crescimento pessoal, melhora a auto-estima, … (essa lista vai longe)

É sempre importante lembrar que a principal diferença entre ricos e pobres são os saldos de suas “contas bancárias”, que podem ter seus superávits na contenção de despesas e/ou recebendo muito mais depósitos do que saques.

Victor Nascimento Responder

Confesso que antes de participar do grupo Arata faz quase um ano atras, tinha pensamentos de consumo,gastos e depois vinham as economia.

Após realização do curso, criei um entendimento do sistema em que vivemos, creio que é ponto principal, saber onde estamos o que somos e o que queremos, após isso comecei a economizar primeiro, depois investir e assim poder gastar.Acredito fortemente que antes dos 61 estarei com minha empresa com todo gás. Seiiti, mais uma vez enalteço seu trabalho parabéns.abc

Mana Responder

Oi Seiiti!

Depois de convier com pessoas que já tinham dado duro para conseguir alcançar a sonhada independencia financeira é que fui compreender a situação com mais clareza. Antes eu fazia parte da turma dos que eram pobre, livres e felizes, algo meio saltimbancos. Mas de repente me assustei com a minha própria situação, pois como iria construir algo sólido se não trabalhasse com afinco, se não perseverasse no que me era importante, como ia ensinar valores reais para minha filha e meus alunos se vivia apenas o momento do agora, sem me estruturar e amadurecer. Dai que fui começando a mudar minha forma de pensar e descobri que existem sim pessoas infelizes, não porque não tem dinheiro, mas porque ignoram suas capacidades e recursos e assim reclamam da vida, passam a vida toda na politica do pão e circo e quando tem oportunidade fazerem algo realmente bom comentem os mesmo erros sem perceberem. Perpetuam a ignorância.
Existem também pessoas inteligentes, dispostas a mudar e pensar diferente. A se reverem e aprenderem. Então conclui que não é por que é pobre ou rico, a felicidade real sempre vai estar presente em quem encontrou em si motivos reais para ser feliz. Riqueza não é só de dinheiro é de recursos pessoais e materiais que levam o ser humano a evoluir sua forma de pensar.

Bjos
Mana

Fábio Lopes Responder

Olá Seiiti! Excelente texto para reflexão!

Já vi muita gente dizendo a mesma coisa, que para ser feliz é preciso ser pobre ou que se temos dinheiro hoje, temos que gastá-lo ao máximo para pelo menos trazer a aparência de riqueza.São crenças que limitam não só os nossos ganhos financeiros, mas também a nossa mentalidade e trazem consequências sérias para o futuro. Prova disso é o relato do Sérgio, que está na postagem, onde ele diz que viveu a vida e se hoje tivesse uma boa quantia estaria infeliz.

Todos precisamos aprender a planejar, penso que a chave está aí, tendo ciência em que e de quanto gastamos, se isso cabe em nosso orçamento, sem contudo, deixar de fazermos coisas que gostamos. Gastos com futilidades e coisas mais caras devem ser evitados, porém outras coisas que são essenciais e aquelas que trazem valor, esses podem e devem entrar no orçamento. E para aumentar os rendimentos, várias formas já foram colocadas aqui, como meios de obter renda extra, uma promoção no trabalho, dentre outras.

Para concluir, é possível conciliar felicidade e riqueza. Não é torrando o dinheiro que se fica feliz no futuro, menos ainda gera alguma riqueza que, mais para frente, lhe garanta uma segurança. Grande abraço!

Fabio Fusco Responder

Ser pobre feliz é melhor que ser rico infeliz. Infelizmente esta é uma das falácias que nos mantém presos à pobreza (vide os quatro cavaleiros da pobreza).

Costumo dizer, é melhor ser rico com saúde, a pobre doente. O Sérgio tem 61 anos e nenhum patrimônio. A tendência natural e ter maiores gastos com saúde (principalmente se tomou muito csfé e comeu pizzas). O que fazer? Depender da Previdência Social? Não. É melhor ter os R$ 500.000,00, usufruir de uma renda extra deste patrimônio e ser feliz nos próximos 30 anos, ou mais.

Tiago Responder

Fala Seiiti,

Eu também já tinha lido esse texto por aí. Entendi a boa intenção dele, mas o maior problema é a interpretação que leva as pessoas a racionalizar suas atitudes.
Esse preto no branco é sempre perigoso; não adianta justificarmos nossas atitudes como o Sérgio do texto (coitado!), precisamos assumir a responsabilidade pelos nossos erros.

Os comentários trouxeram mais pontos de vista interessantes, fazendo um trocadilho, temos uma discussão RICA por aqui. :)

Silvio Medeiros Responder

Olá Seiiti,
O texto em destaque representa na minha opinião aqueles que obviamente não pensaram no futuro, o que infelizmente é um problema cultural de quem não atentou-se para conhecer um pouco mais sobre educação financeira.

Quando colocamos o dinheiro como um “fim” e não como um “meio” tendemos ser infelizes, a relação entre dinheiro e felicidade está intimamente ligado as pessoas desde os primórdios, é um problema sócio-cultural que nos torna incapazes de enxergar o presente como um presente, uma dádiva, onde a função do dinheiro não é a de trazer felicidade mas de contribuir com o processo vivencial da felicidade que não pode ser medido em dinheiro.

Grande abraço.

Silvio

Raphael Mendes Responder

Ao longo da minha longa vida de 21 anos já experimentei algumas coisas em relação ao dinheiro que gostaria e que não gostaria de passar. Primeiro, aquela frase comprada: Tem gente que é tão pobre que só tem dinheiro! É verdade, percebo hoje pessoas que vivem por seus carros, por suas empresas, por seus bens materiais, protegem como se fossem as ultimas e únicas coisas que tem, e devem ser mesmo.
Já percebi também que o dinheiro só é bom, gostoso de curtir quando você faz isso com alguém que você realmente ama, aquela pessoa que você briga porque quer o melhor. O dinheiro, visto como ponto chave da vida, nos isola, passamos a frequentar lugares só nossos,termos bens que são só nossos. Do outro lado do dinheiro tem o ser humano, o qual não vive sem se relacionar, nossa essência pede,requer relacionamento.
Emfim, não importa se você vai juntar para gastar depois, ou vai gastar e não juntar nada pra quando estiver mais velho, o que importa é sua definição de Felicidade, o que pra mim é o equilíbrio entre vida social/profissional/familiar

Larissa Responder

Sou super adepta ao equilibrado caminho do meio.
Viajo pelo menos 2X ao ano.
Como em ótimos restaurantes.
Me visto bem.
Moro bem.
Ando em um carro popular.
Escolhas são assim.
Sinto-me feliz por tê-las feito.
Minha mãe é um exemplo. Aos 62 anos, já aposentada DUAS VEZES, continua trabalhando. Acabou de comprar um novo apartamento e da casa antiga LEVARÁ APENAS, microondas, geladeira e a máquina de lavar roupas. Está comprando tudo novo. Devidamente planejado. Sim, ela tem casa própria desde os 20 anos e sim, já distribuiu o patrimônio em vida. Está encontrando uma nova forma de se relacionar com ela mesma. E isso inclui sair de uma casa gigante, que lhe dá gastos e sujeira, pra um apê de 80 metros quadrados. A experiência está sendo estranha pra ela, com certeza, mas ela é a FÊNIX, sempre renascendo das cinzas.
Gosto de ser rica e por acaso, também sou feliz!
Bjokas e successo!

Leandro Munhoz Responder

Realmente vi esse email e o pior, retransmitido pelo meu AVÔ com um ar de “olha o texto” e logo abaixo meu tio dizendo: “por isso eu gasto tudo viajando o mundo”…

NÃO É BEM ASSIM QUE FUNCIONA!

Como participante do programa Master Mind, acredito em uma única coisa: PADRÃO DE VIDA!

E isso não se faz da noite para o dia, se CONSTRÓI!

Dessa forma, no meu raciocínio, eu prefiro poupar o valor de uma pizza HOJE para poder comprar duas amanhã – mas de fato poder comprar. Amanhã, ao invés de comprar duas pizzas, compro uma e o outro valor reinvisto… é o poder da multiplicação dos juros ao seu favor!

Claro que é muito mais fácil ler o texto e sair “torrando sua grana” do que se DISCIPLINAR e poupar seu dinheiro, mas cada um pensa e age da forma que lhe convém…

No final das contas, quantas pessoas de “idade” conhecemos que vivem do INSS e contam com a ajuda dos filhos/netos? Será mesmo que eles comeram pizzas e tomaram muito café??

Abraços e SUCESSO!

Dirceu Responder

Fiquei um pouco assuntado com o título do e-mail, mas muito aliviado ao analisar o assunto abordado, e tirei uma boa lição sobre assuntos abordados diante de uma dicotomia. Sempre há outras opções e quase sempre será melhor pra mim na busca da classe alta.
Outra coisa, é o valor percebido que este coaching financeiro da academia Arata proporciona.

Muito Obrigado,

Vitor Brock Responder

Seiiti! Saudações!

Sobre os textos que circulam na Internet eu sempre consumo dizer que se o texto é poético e traz uma lição de vida é do Mário Quintana. Se o texto é cômico do cotidiano é o Luis Fernando Verissimo. Se o texto for polêmico, é do Arnaldo Jabour. Estou adicionando mais um agora, se fala de dinheiro é do Max Gehringer. Bom, estas figuras são importantes formadores de opinião e é conveniente ver um texto com as assinatura deles. Porém, como já vi milhares de textos do Albert Einstein falando sobre Deus, sabendo que, mesmo semita, ele era agnóstico, eu questiono a veracidade de tudo que leio em redes sociais.

Para ir direto ao ponto, se Max Gehringer avalisou tal texto, ele é um péssimo coach (algo que ele não é). O texto fere dois pilares da educação financeira: 1) visão de longo prazo e 2) gastos superfluos. Em nenhum momento Sérgio falou no dinheiro que investiu em educação, idiomas, aprimoramento pessoal, educação dos filhos, etc. Só cafezinho, pizza, roupas caras, jantares, caipirinha, etc. apenas a felicidade instantânea, nada duradouro. Tanto que aos 61 anos ele só tem as memorias, nenhuma segurança financeira para os filhos e para a familia. Se tiver problemas de saúde irá perecer na fila do SUS. Muito bom Sérgio! Você é um exemplo da classe média.

Quanto a dualidade pobre e feliz vs. rico e infeliz. Como já diria o Pe. Quevedo: “Isto não existe”. Até te recomendo Seiti cautela na sua afirmação “prefiro ser pobre e feliz”. Eu sei que você fez isto para instigar a discussão, mas nem todos podem ver desta forma. Como Abraham Maslow enfatiza em seu modelo de hierarquia de necessidades, a auto-realização (felicidade) vem através do atendimento de outras necessidades básicas de higiene, segurança, aceitação social e auto-estima. É simplesmente impossível atingir a felicidade sem acumular riqueza no mundo capitalista. Para quem é contrário a esta visão, sugiro se mudar para o Tibet e para isto você terá que comprar uma passagem área, tirar o passaporte, aprender inglês, etc.

Então Seiiti, o reply foi longo, mas foi um desabafo da ideia equivocada de riqueza e felicidade são conceitos opostos. Adicionalmente, o texto do Sérgio nos remete a problemas da classe média de ostentação e prazeres imediatos. Acho que você está fazendo um ótimo trabalho esclarecendo esta questões para o pessoal.

Um abraço;

Daniel Machay Responder

Olá Seiiti,
Costumo refletir algumas vezes sobre este assunto e confesso que nunca consegui chegar a uma conclusão satisfatória. Reflito pois sou servidor público há 6 anos, hoje tenho 28 anos, comecei no serviço público relativamente novo e antes disso trabalhei 1 ano no Itaú porém com 16 anos já trabalhava ou melhor fazia estágio no Banco do Brasil. Hoje possuo uma casa em um condomínio de um bairro de classe média alta que vale mais de 300 mil reais e por causa dessa casa tenho uma divida de mais de 50 mil reais que venho conseguindo pagar mas que toma praticamente toda minha renda, ou seja a mto tempo não sei o que são roupas de marca (dificilmente compro roupas novas), viajar e minha vida social tbm é mto prejudicada em função dessa casa… Sei que um imovel próprio não é considerado um investimento porém no meu caso em 1 ano a valorização dos lotes nesse condomínio deram um salto, comprei por 80 mil e hj não se encontra nenhum a venda por mesmo de 120 mil …
O que penso é: será que realmente o sacrifício valerá a pena? será que era o momento certo? há vários argumentos que dizem que sim e outros tantos que não… Talvez qdo eu tiver 61 anos saberei avaliar melhor pois hj realmente não consigo chegar a uma conclusão… Lembrando que ainda vou gastar cerca de 5 anos para quitar todas as dividas.

André Menegatti Responder

Na minha opinião, ambos os comportamentos são equivocados e extremos opostos de uma vida que, em tese, deveria ser vivida em equilíbrio. É claro que ninguém deve viver privando-se do cafezinho diário ou de uma viagem ou outra, uma ou duas vezes por ano. Conheci muitas pessoas que, apesar de terem bons ganhos por conta de suas profissões, não aproveitaram nada disso. Pelo contrário. Viveram vidas extremamente regradas, juntando cada centavo, economizando com roupas, com comida, com transporte… até que um AVC os deixou vegetando, um ataque cardíaco os levou antes dos 50 anos… Essas pessoas, apesar de terem tido todas as condições para terem vivido uma boa vida, viveram pobres e morreram ricas. Não estou insinuando com isso que a gente deva viver cada dia como se fosse o último, mas sim, viver cada dia como se fosse o primeiro. Ter novas experiências, visitar novos lugares, aprender uma língua diferente, assitir a um bom filme, ir comer num lugar bacana (pelo menos de vez em quando). Coisas que não nos tirem o prazer de viver a vida. Senão, corremos o sério risco de passarmos toda a nossa juventude e nos tornarmos velhos amargurados, que não tem histórias para contar, que não possuem amigos, pois ninguém gosta de conviver com pessoas ranzinzas, que ficam se lamuriando e criticando as realizações daqueles que se aventuraram, que decidiram ir conhecer um país diferente, uma cultura nova ou mesmo que se dão o direito de fazer uma reunião de amigos ao menos uma vez por mês.
Sim, amigos. Porque a vida é esse pequeno intervalo da eternidade que se divide entre o momento em que nascemos e o momento em que morremos. O que se leva da vida é a vida que se leva. Quem vocês preferem que conte as sua história? Talvez possa não ser você. Talvez possa ser um amigo, um filho, um marido ou uma esposa. Talvez, as suas realizações contem mais sobre você do que qualquer outra pessoa.
Quem disse que a qualidade de vida custa caro? Quem disse que precisamos nos privar de pequenos prazeres para termos felicidade?

Marcelo Ferrão Sobreira Responder

O texto do Sr.Sergio parece de início ter uma lógica cortante, mas me estarreceu primeiramente ele somente considerar cafezinhos, pizzas e viagens como gastos ‘desnecessários’. Tudo bem – foi só um exemplo dele, mas além destes existem outros tantos gastos passíveis de mais disciplina.
Gastos com prazer não são desnecessários, contudo os seres humanos tendem a ultrapassar o limite do prazer, comendo demais, bebendo demais e buscando formas desenfreadas de prazer. O cérebro é assim, e não há prazer algum no exagero – quem já teve uma ressaca sabe bem disso.
O cálculo do que poderia ser economizado por uma pessoa, se concentrado somente no que de fato foi exagero e não proporcionou prazer algum, surpreenderia pelo montante possível de ser economizado.
Toda liberdade precisa ser acompanhada de disciplina, senão a liberdade perderia o sentido e passaria a nos perseguir com consequências indesejadas. Somos livres para tocar piano, porém precisamos da disciplina em aprender. Somos livres para nadar no mar, mas precisamos da disciplina nas aulas de natação.
Somos livres para sermos ricos e felizes, se assim quisermos. Qual a disciplina necessária para tal? Cada um deve descobrir a sua. O Sr. Sergio parece que não descobriu, ainda.

Dário César Responder

Realmente é muito difícil ficar calado diante de tamanha mentira.
Eu já havia lido este texto e também a matéria sobre os jovens executivos e o que se vê no texto do sr. Sérgio é uma tremenda distorção da verdade.
Ele radicalizou o que foi dito na matéria na tentativa de sustentar sua opinião.
Estou trabalhando para conseguir minha independência financeira e gostaria de ter tido estas informações sobre como fazê-lo quando mais jovem.
O Sérgio na realidade deve ter olhado para tráz e visto a grande besteira que fez ao não ter tido prudência no uso de seus ganhos.

Um grande abraço!

Noemi Responder

oi, Seiiti, a primeira impressão que tenho é que esse homem está falando para os Yuppies que ele deve ter lido; esse tipo de profissional pode ser muito pedante mesmo, e dá vontade de responder o que o Sérgio disse. Tenho tido contato com esse tipo de profissional, mulheres e homens superficiais, são irritantes.Foi a primeira coisa que eu pensei.
E o Max parece querer alertar para esse tipo de pessoa que esquece a vida para viver de dinheiro.
É uma opinião, só, pela impressão que tive lendo
Lógico que é melhor o equilíbrio, ser rico e ser feliz, e é ótimo podermos conversar e esclarecermos a questão, debatê-la em todos os pontos que vc. mencionou, isso é maravilhoso!
Aproveitar o assunto na hora que aparece para discutir, ensinar, é ótimo! As opiniões estão muito boas também! Concordo com várias coisas que foram ditas, por vc. e pelas pessoas! um abração

AUGUSTO JORGE Responder

Este comentário do Max Gehringer é de um reducionismo primário e, acho até um pouco de casuísmo, que contrasta com a imagem de consultor de carreiras. Imagine se ele daria este conselho Fantástico para uma pessoa que está iniciando na sua carreira: “se esbanje, vá tomar todas as caipirinhas, cervejas e consuma, consuma, consuma”? Duvido, na frente da TV todos são mais ponderados.

Este preconceito contra riqueza é impressionante. É uma mentalidade atrasada.Por que não podemos ser felizes e ricos? Qual o problema? Pois se dinheiro não trás felicidade , a sua falta trás tristeza.

Este comentário, me lembra um ditado: “enquanto os cães ladram , a caravana passa”.

Abraço a todos

Helio Jose Ribeiro Faria Responder

A discussão é boa porque ja estamos no seculo XXI e ganhar dinheiro ainda é sinônimo de ganancia ou egoismo exacerbado, enfim…uma coisa totalmente sem sentido. Uma vez, na Maçonaria (não pertenço mais), apresentei um trabalho pra discussão levando numa folha pra todos aquela imagem classica de uma jovem e uma velha (estilo bruxa). E foi nesta ocasião que pela primeira vez na vida, pude de fato perceber que normalmente vivemos a vida divididos pelo “OU”. É uma jovem OU uma velha? Quase tudo fica limitado pelo OU. Seria outro o mundo de pudéssemos dar mais valor ao “E”. A bipolaridade é quase sempre uma estupidez. Assim, é claro, o ideal mesmo da vida é SER FELIZ E RICO.

Claucio Responder

Fico imaginando se o Sr. Sérgio tivesse um problema grave de saúde, ou algum filho com algum problema que o plano de saúde não cubra. O que ele iria fazer? Com certeza na minha humilde opinião esse texto mostra uma total irresponsabilidade com o futuro que é totalmente incerto. Hoje com 22 anos já tenho minha reserva de segurança para que se caso algo fuja do esperado eu tenha onde buscar sem comprometer meus investimentos. Acredito que é completamente possível ser RICO e FELIZ, basta ter planejamento, saber organizar seu tempo e colocar seu dinheiro no lugar certo.

josane Responder

Bom, apesar do texto dele tentar convencer diferente eu percebi insatisfação porque a vida não termina aos 60 ela começa uma nova fase. Muitos homens começaram seus negócios de sucesso depois dos 60 anos e ele diz que não precisa de roupas boas porque não vai ajudar na aparência. Pensamento tacanho esse, há muitas coisas maiores pra se focar (fiquei chocada). Penso que ele está tentando na verdade se convencer de que fez a coisa certa. E pelo jeito ele vivi do passado de que fez o que gostava mas, e agora. As vezes viver de memórias para ele seja felicidade.

Cristina Responder

“Viajar, comer pizzas e tomar cafés não fazem bem na minha idade, e roupas, hoje não vão melhorar muito o meu visual”

Que frase mais ridícula, preconceituosa e imbecil. Com 61 anos, se ele tivesse se cuidado, ele estaria começando uma nova e maravilhosa fase da sua vida. Aí é que ele poderia viajar, comer pizza e tomar cafés, com moderação, como tudo, aliás, deveria ter sido feito. Poderia, se tivesse dinheiro, ter mais liberdade para fazer tudo isso, e continuar se cuidando, praticando atividade física sem hora marcada (huuum… uma delícia…), coisa que, quando jovens, é difícil de fazer, já que há os compromissos com trabalho, com ganhar dinheiro, etc…Agora, se ele usou parte da juventude dele para se entupir de pizza e cachaça,,, coitado… Triste de quem precisa beber para ser feliz.. Muito melhor é precisar do dinheiro…

Vinicius Pereira Martins Responder

Acho errado o Ponto de vista do Sergio.

Existe uma palavrinha chave na vida: EQUILÍBRIO. A mesma é de suma importância em todos os âmbitos da vida. O problema na vida são os excessos tanto para mais quanto para menos. Portanto, não adianta ficarmos focados no dinheiro achando que o fato de podermos ter dinheiro para conseguir TER as coisas, será totalmente responsável pela nossa felicidade, uma vez que como todos já sabemos, existem muitas coisas ligadas ao SER que o dinheiro não é capaz de proporcionar e que são de extrema importância para estarmos felizes. Portanto, o que acho é que deve haver um equilíbrio entre o SER e o TER.

Abraço para todos!

Vinicius Bastos Responder

Eu acredito que no final tudo acaba em quem nós nos tornamos. Ter ou não ter dinheiro é irrelevante se comparado ao nível de consciência de cada um. Está claro que o texto acima reflete uma pessoa que não está feliz com quem ela se tornou. Não concordo que ele deveria ter deixado de comprar roupas, viagens, pizzas e cafés, mas poderia ter usado o mesmo dinheiro em Yoga, terapia e meditação. Talvez, esse texto não existiria…

Eloizio Pina Responder

Ótima discussão!!! A questão do que é surperfluo ou importante, creio que é inteiramente individual, pois nem tudo que é importante para mim é para outros. O ideal é saber o que nos move e nos importa, fazer um bom planejamento e executá-lo. Com isso, vivemos o hoje com empolgação e ao mesmo tempo cuidamos do futuro. Se soubermos poderemos comer o bolo em fatias, enquanto adicionamos constantemente mais fermento, ao invés de devorar tudo, restando somente migalhas para o futuro. Sucesso para todos!!!

MARCIO Responder

Lembram de Buda? Os extremos são péssimos..precisamos achar o equilíbrio. Nem tão pão duro e nem tão esbanjador. Um café expresso por semana e uma pizza por mês não podem representar um impacto tão negativo assim no seu fluxo de caixa. Caso tenha esse impacto, vc precisa mesmo então repensar o seu emprego e fazer o curso aqui do Seiiti….por que com certeza esta no caminho errado e precisa corrigir urgente. Para uma discussão alto nível, como a proposta aqui, chavões e clichês não acrescentam e nem lançam novas luzes sobre a questão sobre essa dualidade riqueza X pobreza e feliz X infeliz. Posso ter uma fatia do bolo e ser o dono do bolo (Segredos da mente milionaria). É isso.

Henrique Fabricio Responder

Penso que é uma questão de objetivos. O que é importante para mim? Satisfação imediata ou uma prorrogação de uma satisfação maior de acordo com os meuss objetivos de vida. Aos 61 anos pretendo estar em perfeitas condições mentais e físicas para continuar praticando o meu montanhismo em “voos” cada vez maiores. Eu troco meu cafezinho diário por uma viagem no futuro. Como disse o amigo acima, “fazer um bom planejamento e executa-lo”.

Lucas Santiago Responder

Na primeira frase já dá pra notar um pensamento negativo do Sérgio.
“Pertenço a uma geração azarada”, isso é colocar a culpa em um fator externo e é tirar a nossa responsabilidade da equação. E depois vem essa expectativa de quem ele deve escutar “escute os mais velhos” ou “escute os mais novos”. Na verdade você tem que aprender com a pessoa independente de idade, classe social ou sexo. Filtrando sempre o que é útil e o que não é e sempre observando se isso vai de caminho com seus valores ou não. É um comportamento difícil mas de extrema importância.

Também não acho que a melhor forma de aproveitar o longo prazo seja poupando no cafezinho. Sei que você deve ter consciência dos seus gastos muito por questão de controle e saber se o gasto em questão é necessário. Aproveitar o longo prazo pra mim é fazer planos, saber como quero estar daqui a x meses, o que posso fazer agora pra me ajudar lá na frente etc. Visão de riqueza é pensar nas coisas que posso fazer agora e colher o fruto lá na frente. Acho que é assim que tiramos proveito do longo prazo.

Esse texto do Sérgio me lembra a importância de filtrar as coisas que estamos ouvindo independente do canal de origem ou do quão próximo você é do interlocutor.

Agora sobre a frase do final do Max Gehringer, acho que ele foi um pouco infeliz por que cada pessoa tem uma noção diferente de felicidade. O “ser feliz” para o ouvinte Sérgio(baseado no texto) consiste nos momentos que se toma cafezinhos ou caipirinhas, pra mim de forma alguma. Ser feliz pra mim é cumprir meus objetivos e fazer as coisas que quero, é claro, buscando sempre tomar as decisões certas. E sempre curtindo o processo ao melhor estilo da maestria! Hehe

Josy Gomes Responder

Determinados paradigmas a respeito da nossa relação com o “dinheiro” são muito fortes e destrutivos, verdadeiros modelos mentais devem ser reprogramadas, para tanto, acho perfeita a discussão. Em pequenas ou em grandes proporções faz-se necessário a Educação Financeira.

Pepe Responder

Eu já havia recebido esse texto por e-mail. Resgatei a minha resposta:
“…tenho uma observação: dá para fazer as duas coisas, viver e fazer uma poupança que não nos deixe reféns do INSS na velhice. É importante ter equilíbrio. Nem oito, nem oitenta. Não ser sovina, nem perdulário. Não economizar tudo, mas um pouco. Não gastar com tudo, mas investir no que importa. Não deixar de comprar flores para a esposa ou brinquedos para os filhos, mas, talvez, não trocar de celular só porque o novo modelo tem uma função inútil a mais. Talvez não financiar um automóvel popular e acabar pagando o preço de um importado…
Veja o exemplo norte-americano: a cultura da poupança trouxe prosperidade para o país e pessoas independentes financeiramente. Nem por isso viveram uma vida sem graça (afinal, uns supérfluos, de vez em quando, dão graça ao cotidiano). Entretanto, a nova geração de americanos abandonou a antiga ética, se tornou consumista e fútil. Conclusão: o país vive a maior crise financeira desde a quebra da Bolsa de NY, em 1929. Perguntem a um americano desempregado, na fila do sopão, se ele se arrepende de não ter feito uma poupança…
A moderação em tudo é boa!”

Hernane Garcia Carvalho Responder

É tudo muito subjetivo não? Eu tenho 63 anos e estou iniciando um novo projeto. Isto porque nesta idade não é fácil conseguir um trabalho digno. Fui atrás com a minha expectativa alta na busca de alternativa.
Digo a todos que eu sai de casa aos 12 anos de idade e nunca precisei de ajuda, sempre fiz acontecer. Sempre guardei 30% do que ganhava. Vivi muito bem dentro da minha expectativa na juventude, bem como na fase adulta também. Hoje sou um homem realizado e tomei os meus cafezinhos e não comi pizza por não gostar. Curti as noites com boates e baladas e nunca deixei perder o foco. Entretanto, não sou rico, mas estou muito bem.
Quanto a vida sempre pensei o seguinte. Levo da vida o que eu vivi d’ela.

Clebia Espírito Santo Responder

Caros amigos da classe alta,

Muito ricos os comentários aqui deixados por todos que têm a ousadia em pensar diferente , sem esperar eco nas massas da matrix da classe média. É desafiador pronunciar-se a favor da prosperidade, do ato de desfrutar do bom e do belo , sem incomodar a muitos. Penso que enriquecer tem alguma similaridade com manter-se no peso ideal. Não se trata apenas do que você passivamente deixa de comer, que se assemelha à estratégia de economizar, mas também e principalmente no que você ativamente começa a fazer , como praticar esportes, dançar, permutar alimentos pobres por alimentos mais ricos e naturais. Enfim, é o agir que torna a estratégia sustentável e atraente. Abraço a todos.

André Chagas Responder

Na verdade, acredito que a grande questão não é ser pobre nem rico, o que temos que aprender é a descondicionar a felicidade, claro que com dinheiro podemos desfrutar de muitos prazeres, mas sem dinheiro também podemos ser felizes, porque a felicidade não está em coisas nem em lugares, a felicidade está na satisfação de nos sentirmos bem com quem somos e como somos, não adianta você ter milhões de dólares e não saber quem você é, por mais que você compre muitas coisas, e badale em muitas festas, quando você se encontrar com você mesmo vai sentir algo que é muito comum nos dias de hoje aquela sentimento que nos incomoda como se algo estivesse faltando, acredito que viver uma vida de disciplina com o corpo, mente e com a alma, é o grande segredo tanto para quem tem recursos financeiros em abundancia, quanto para quem não tem tanto serem felizes, porque até o pouco nas mãos de uma pessoa sã vai parecer muito.

Um abraço a todos, e espero que você continue com o trabalho da classe alta Seitti, curto muito o seu trabalho. ;)

Aline Responder

Bom…muitos comentários para ler todos, mas percebi que não há muitas variações. Uns concordam, outros discordam e por ai vai. Enfim no meu conceito não há certo ou errado, cada um usufrui de seu dinheiro, seus conceitos da forma que acha melhor. Em pleno século 21 não existe o “estar velho” demais para não aproveitar a vida ou “estar novo” demais para não poupar. A verdade é uma só, cada um tem um estilo de vida, cada um sabe o que lhe faz feliz e cada um também “deve” ter em mente que o futuro chega mais rápido do que se imagina e que as prioridades referentes a idade x pouca condição de manter a renda da juventude existe. Então coma pizza e tome café, mas lembre que terá anos pela frente e que você deverá ter uma “programação financeira” para continuar comendo pízza e tomando café, justificar falhas somente com convicção, e não por falta de planejamento.

Rodrigo Responder

Não considero o texto perigoso – a intenção real de Sérgio (ou do próprio Max), seja ele real ou pseudônimo, era alertar quanto à ganância cega e o estilo de vida que qualquer coisa fora do trabalho é desperdício de tempo e dinheiro. Claro que ele dá um exemplo leviano, mas no geral este é a moral da história.

O problema real, este sim deveras perigoso, é a falta de capacidade de interpretação das pessoas de nosso tempo, a falta da mente crítica, a falta da dúvida, do raciocínio. O objetivo do texto é levar à reflexão quem o lê – óbvio! – daí cada um aproveita o que ele tem a oferecer e passa a aplicar na própria vida. O lance é que hoje em dia, o senso crítico mediano é baixíssimo, a capacidade de síntese e raciocínio pequenos. Como dizem vários professores, estamos formando praticamente analfabetos funcionais. Pessoas que, mesmo com grau superior completo (teoricamente alguém que estudou para pensar em soluções na sua área profissional de escolha), não conseguem fazer abstrações simples! E seguem qualquer escrito como verdade absoluta e dogmática, sem ao menos verificar a fonte e/ou refletir sobre o que acabou de absorver.

Ora, não foi Aristóteles que disse que a dúvida era o princípio do conhecimento? Ou Descartes, que concluiu que existia porque tinha dúvidas, e por ter dúvidas pensava necessariamente?

A falta disso é que geram estas distorções como a falsa dicotomia, ou até piores como a conclusão “ilógica” de que pra ser feliz deve-se necessariamente ser pobre. Ou que a “riqueza é coisa do diabo” (comumente dito pelo facebook afora).

É necessário sim saber aproveitar a vida, afinal só se tem a mesma existência uma única vez, porém também é igualmente necessário saber lidar com as regras do “jogo da vida”. Acumular bens, ou visar isto, pode realmente trazer um conforto maior a você e sua família, e conforto é algo que sempre queremos ofertar a quem amamos. Trabalhar duro é essencial para isto.

Eu sempre lidei com o estudo da matemática financeira e administração como uma forma de prevenção para problemas e dores de cabeças futuras – o que me daria, por exemplo, mais tempo e liberdade para fazer o que gosto. Ficar rico/milionário/biolionário/Bill Gates seria mais como uma consequência, não o meu santo graal na questão.

Parabéns, Seiiti, pela discussão em alto nível que você levantou aqui!

Abraços!

Welton Responder

Caro Seiiti.

Acredito que o texto em questão reduz uma condição que acaba sendo bem particular à opções que acabam sendo particulares também. Quão importante é o cafézinho para mim? Ou a pizza da semana. Será que consigo reduzir ou eliminar este hábito de minha rotina?
São questões que nem serquer são mencionadas, ou avaliadas.
Somos todos os dias bombardeados com padrões de consumo que devem ser seguidos por todos os lados, tipo “voce tem que comprar agora, voce só será bonita se utilizar o produto X ou Y”. Se voce desconsidera estes “padrões” em prol de um objetivo maior ou futuro é tachado de “mão de vaca, sovina” entre outras coisas (acredito que alguns dos nobres colegas já ouviram expressões do tipo).
Como muitos já sabiamente disseram anteriormente a mim, acredito que o equilbrio é importante e fundamental, mas vale resaltar que o equilibrio é particular também.

Abraços

Ana Responder

Olá Seiiti,

Muito bem pensado sobre o questionamento, no primeiro momento, o texto estava bem convincente, esse texto foi muito bem elaborado, mas você nos “abriu os olhos” para analisarmos.
A questão é que a vida nos oferece várias formas de adquirir riquesas, mas podemos adquirir conhecimemto, felicidade e dinheiro em qualquer idade. A vida deve ser vivida de uma forma a qual possamos ser independentes, pois podemos ficar doentes em qualquer idade e podemos precisar de dinheiro, não dispensa-se a economia, pois não é necessario esbanjar dinheiro a toa, com pizzas e roupas de marca, pra mim isso não é felicidade , é consumismo!!!
Acredito que o essencial para ser feliz, é ser saudável e viver ao lado das pessoas que ama, o resto a gente conquista.
Um dinheiro bem aplicado rende milhões, basta analisar cada fato. Acredito que devemos sim adquirir bens e amplia-los o máximo possivel, para na velhice não depender do dinheiro dos outros se ficarmos doente. E na velhice, podemos sim ser feliz, podemos fazer varias viajens, ficar do lado das pessoas que amamos, passar nossos conhecimentos aos mais novos, há varias formas de ser feliz, tanto na juventude, quanto na velhice.

ANDERSON Responder

Desculpa mas este Max entende de economia, carreira e finanças tanto quanto a minha avó de 90 anos, esse cara só tem nome, divulgar uma histórinha dessas apenas para ter seu nome espalhado aos 4 ventos por todos aqueles consumistas de plantão do facebook é simplesmente assinar um atestado de incompetência, falta de ética e comprometimento com uma sociedade.
Já escutei muuuuuuita besteira sair da boca desse Max que não passa de um atorzinho da globo para empurrar asneiras a população, mas esta foi para acabar.

ana cristina Responder

Estou gostando muito de aprender sobre educação financeira, deveria ter aprendido mais cedo, não que eu seja uma esbanjadora, mas nunca me preocupei com a forma de gasto, acumulo e aplicações, somente fui deixando levar…hoje com tudo que leio nos artigos, idéias de cada participante e principalmente com o que o Seiiti expõe, posso dizer que estou mais organizada, as finanças ainda entrando em ordem.
Sou a favor de algumas raras escolas que ensinam educação financeira desde o jardim de infância, esta deveria ser matéria obrigatória inserida nos currículuns escolares. Isto tornaria alguém mais feliz? não sei, mas uma pessoa com a vida financeira organizada, term no mínimo mais prazer em viver.

Diego Responder

Eu até acho que o texto não é totalmente sem sentido e nem que foi irresponsabilidade ele ter publicado esse texto, vale lembrar que se você pensar assim você também está pensando nele como uma falsa dicotomia, boa ou má.

Eu acho que ele é válido se você levar conta que hoje em dia tem pessoas que realmente sacrificam toda a juventude trabalhando 12 horas por dia ou mais para juntar o dinheiro e se aposentar. Acredito que um texto como esse pode mandar uma mensagem para esse grupo de pessoas.

Mas temos o livre arbítrio… afinal de contas porquê eu tenho que estar mais certo que outra pessoa? Se essa pessoa acredita que é bom gastar e viver o agora talvez tudo bem, se ela acredita que é melhor se matar de trabalhar para aproveitar depois não há problema a meu ver.

Só é preciso lembrar quais são os malefícios e benefícios de cada tática :)

Fabiana Oliveira Responder

Bom, não concordo com o texto do Sr. Sérgio, acho que realmente ele poderia ter tomados seus cafezinhos, degustado suas pizzas, comprado suas roupas e com inteligência financeira economizado um pouco para disfrutar também com seus 61 anos de idade sem nenhum problema. Porém, não usou de forma inteligente e correta o dinheiro e agora quer arrumar uma desculpa para que sua consciência não o condene o bastante. Quanto à frase do Max…tenho uma outra opinião..acredito que ele quiz dizer para que não ensinemos aos nossos filhos o apego ao dinheiro, coisas materiais e sim para que ele seja feliz com aquilo que ele tem independentemente do valor financeiro (preço), mas pelo valor (prazer) que pode proporcionar a vida prória e das pessoas que ama. É isso aí…

José Ricardo Teixeira Responder

Depende. Concordo com seus argumentos, com planejamento pode se conseguir muito. Mas, acredito em uma dicotomia, do tempo. O dia tem 24 horas, se você estiver fazendo algo em determinada hora nao conseguira fazer outra ao mesmo tempo com qualidade. O nível de conhecimento interfere muito nas boas decisões, mas discutir felicidade e muito complicado. Apimentando, quem deste grupo pode afirmar, como estara ou se chegara aos 61 anos, eu estou perto. Tenho 60 anos e posso assegurar que o meu conceito de felicidade mudou muito, muitas vezes. Discutir matemática, financeiro, números e mais fácil.

Ricardo Responder

Acredito que todo extremo é prejudicial, penso que o equilíbrio das coisas, pode gerar melhores resultados em algum ponto futuro, e desta forma ignorar qualquer ordem cronológica.

Ângela Barroso Responder

Concordo com o ponto de vista do Frederico. Eu, apesar de não ter ouvido falar em dinheiro, na infância nem na adolescência, pelo meus pais, sempre senti o desejo de ter dinheiro disponível para pagar os compromissos e despesas com conforto, coisas de bom gosto e viagens. Acredito que uma coisa não depende da outra, mas se faz necessário buscar coisas que nos façam crescer em sentido amplo e nos façam felizes, onde quer que estejamos, sem necessariamente ter ou fazer algo só por obrigação ou por convenções sociais. No meu cotidiano acho relevante se ter dinheiro, mas é prioridade estar feliz, ter saúde e estar em paz comigo mesma.

Alvaro Domingues Responder

Como o senhor da mensagem, vivi em uma época de inflação galopante que corroía várias opções de investimento que a classe média podia fazer. A solução para a maioria das pessoas era gastar o mais rápido possível. Isso deixou marcas no meu comportamento. Porém não penso como ele. Não farei um inventário do que poderia ter juntado se tivesse feito alguns sacrifícios, mas conheço algumas pessoas jovens que realmente tem controle financeiro e vivem a vida prazerosamente. Há uma diferença entre ser avarento e economizar com um objetivo. Se temos um objetivo que não é simplesmente “ficar rico”, mas sim ficar “rico com o propósito X”.

O relato deste senhor parece a postura da raposa da fábula A Raposa e as Uvas: “Justifico meu atual estado desqualificando o outro possível, mas que não alcancei”.

Eu também não alcancei, mas busco hoje alternativas para que eu tenha um horizonte melhor, pois minha vida não acabou. E pretendo tirar prazer desta jornada.

Eu vou construir uma escada pra apanhar as uvas.

marcia garavello Responder

O sr Sérgio faz parte de um conjunto iludido pela “vanguarda” das décadas anteriores (mundo hippie) e talvez também pela religião institucionalizada (que escraviza as mentes). É óbvio que somos fruto daquilo que escolhemos, e quando escolhemos mal, ao invés de admitir o erro e buscar recompor o prejuíjo (nesse caso: sendo feliz e acumulando riquezas); preferimos justificar com essas frases feitas pelegas. Meu dia a dia é rico (não tenho fortuna), mas aproveito todas as oportunidades que a vida me traz e que se alinham ao meu propósito. Agradeço a você, particularmente, Seiti, pela ocupação em esclarecer os perdidos (que inevitavelmente, seguem padrões ultrapassados pelo exemplo da maioria dos pais na nossa sociedade).

José Ricardo Teixeira Responder

O que me impressiona e o grau de sabedoria das pessoas. Ninguém tem duvidas de nada quando da sua Opinião. O tempo mostrara quem esta certo. No meu entender ainda assim e subjetivo o conceito de felicidade.

Felipe Douglas Responder

Boa noite..

A principio achei interessante a forma como ele colocou sua opinião, realmente faz sentido.
Mas tem a diferença de uma pessoa que não tem ambição pra uma pessoa que deseja alcançar suas metas e objetivos.
Tenho eu muitos sonhos e objetivos muitos deles são bem exorbitantes, mas meu pai não tem a mesma percepção, ele pensa em viver e não se preocupar com o amanhã.
Cada qual tem sua percepção da vida e procura viver de acordo com seus objetivos, quem almeja o sucesso da riqueza o busca incansavelmente podendo alcançá-lo com inteligencia, mas quem não tem esse objetivo é feliz de uma forma diferente!

NENHUM MÉTODO É ABSOLUTO PARA QUE A FELICIDADE SEJA REAL!

Angela Paes Responder

Boa tarde!
Quero cumprimentar Ricardo Sardenberg e Frederico Caçador. Concordo plenamente com seus argumentos. Muito bom!

Vejam bem, posicionar-se entre um ou outro valor de modo conclusivo frente a “imposições” dualistas é caminho certo para equívocos – uma visão irrealista das ações do Homem no mundo social!
Ao se discutir valores sociais como dinheiro, felicidade e mesmo qualquer outro, não se pode descartar a questão da Diversidade Humana. Esses reforçadores adquiridos não podem ser generalizados e tampouco ser “apresentados” de modo reducionista, o que nos levaria fatalmente a um “falso dilema ou proposição”.
A pergunta que faço é: “Como podemos reduzir “situações” existenciais que tanto são afetadas por centenas de nossas escolhas no decorrer de nossass vidas e ainda buscas posições conclusivas e hierarquicas entre dinheiro e felicidade?
Com que base podemos afirmar que muito dinheiro na velhice sem ter sido gasto ou “aproveitado” quando mais jovem é favorável ou não?
Com que base podemos afirmar que apenas dinheiro não leva à felicidade?
Com que fundamentação pode-se assegurar que bem-estar e completude é mais importante que dinheiro ou seja lá o que for?
A pergunta que faço é: “Como podemos afirmar prematuramente certa determinação hierarquica de valores?”
Há sim uma apreensão bastante relativa quanto a adesão dos indivíduos no que se refere aos valores sociais. A questão é mais profunda do que podemos imaginar! Muitas vezes não sabemos que desconhecemos outros fatores intervenientes e é por esse motivo que achamos factível assegurar a determinação de alguns valores sobre outros.
Pensar na Diverdidade Humana nos faz refletir com mais propriedade sobre a questão dos esteriótipos, das convenções sociais e até sobre os condicionamentos.
A questão da Natureza Humana passa por vias mais complexas porque bem particulares e isso, claro, afeta nossa compreensão sobre todos os valores sociais.
Angela Paes!

Leandro Responder

Leio esse texto e vejo como não bate com a realidade. Se fosse assim todo mundo que ficou rico seriam pessoas infelizes e não saberiam o sabor de um cafezinho ou de uma pizza. E todos os gastadores seriam felizes… Da pra trabalhar de maneira inteligente e conseguir prosperar sem deixar o lazer de lado. mas precisa equilibrar quanto tempo gastamos com trabalho e quanto tempo gastamos com lazer.
Não sou dono da verdade, mas pra mim RICO mesmo é quem tem saúde física, família, amigos, espirito e mente saudável, consciencia tranquila e dinheiro, é claro. Tudo em abundancia e equilibrio. Quem chegar mais próximo disso é o ideal, e quem tem muito dinheiro e as outras areas da vida são um desastre não é rico (nem feliz), só tem dinheiro.

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